Divergente espalha universo da Kapo pelo Beach Park em ação imersiva no Ceará

Dois atores fantasiados de piratas posam sorridentes sob um portal temático do Beach Park e Del Valle Kapo. À esquerda, destaca-se um boneco grande em formato de fatia de melancia fantasiada de pirata com tapa-olho.
Imagem: Reprodução


Aquela ideia antiga de colocar banner espalhado e achar que isso prende atenção parece cada vez mais ultrapassada. E foi justamente apostando no caminho contrário que a Divergente entrou no Beach Park, no Ceará, para lançar a edição especial “Kapo Olho do Pirata”. Em vez de interromper o passeio das pessoas, a agência decidiu misturar a campanha com a experiência normal de quem já estava ali tentando aproveitar o parque.

O projeto aconteceu em maio de 2026 e ocupou diferentes áreas do Beach Park, conhecido por ser um dos parques aquáticos mais movimentados da América Latina. A proposta era simples no papel, mas complicada na prática: colocar a marca no meio da jornada dos visitantes sem travar operação, sem gerar filas extras e sem transformar o parque em um grande anúncio ambulante.

No meio do caminho surgiram cenários temáticos, pontos de interação e espaços inspirados no universo da campanha da Kapo. Tudo espalhado pelo parque de forma estratégica. A ideia era fazer a comunicação aparecer naturalmente, quase como parte da decoração e da experiência do passeio.

O detalhe que mais chamou atenção nos bastidores foi o prazo apertado. Segundo os dados divulgados pela operação, mais de 20 pessoas trabalharam diretamente na montagem e toda a ativação ficou pronta em apenas cinco dias. Para um espaço do tamanho do Beach Park, funcionando normalmente e cheio de visitantes circulando, não era exatamente uma tarefa tranquila.

Marca tentando participar da experiência e não atrapalhar

Vista em primeira pessoa de uma mulher segurando e apontando para um panfleto do mapa do tesouro do Beach Park. Ao fundo, aparece uma parte do boneco de melancia pirata.
Imagem: Reprodução


A movimentação diária também ajuda a entender o tamanho da ação. A estimativa divulgada aponta impacto em mais de 300 pessoas por dia, número usado pela agência para defender aquela velha tese do marketing de experiência: a marca funciona melhor quando entra na rotina do consumidor sem parecer uma interrupção forçada.

No fim, a ação acabou servindo também como vitrine para um tipo de publicidade que tenta cada vez mais se esconder dentro do entretenimento. O público vai para brincar, tirar foto, descansar, mas no meio disso tudo acaba consumindo campanha, cenário, identidade visual e produto quase sem perceber direito onde começa uma coisa e termina a outra.

E sinceramente, hoje parece que as marcas preferem exatamente isso.

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