Globo vai transformar o Ibirapuera em uma mega arena gratuita durante a Copa de 2026

isão aérea de um espaço de convivência com gramado sintético e vários puffs coloridos, onde pessoas assistem a um grande telão que exibe jogadores da Seleção Brasileira comemorando um gol.
  Projeção tridimensional (render) da "Arena Globo".  - Imagem: Reprodução


Vai ter Copa do Mundo nas ruas de São Paulo também. E não é força de expressão. A Globo resolveu transformar a Marquise do Ibirapuera num espaço enorme voltado para quem quer sentir aquele clima de Mundial fora de casa, fora de bar e muito além da televisão.

A ideia recebeu o nome de Arena Globo e já tem data para acontecer: começa em 11 de junho, no mesmo dia da abertura da Copa de 2026, e segue até 19 de julho, quando acontece a final. Quase quarenta dias ocupando um dos lugares mais conhecidos da capital paulista.

No anúncio divulgado nesta semana, a emissora fala em mais de 400 horas de atividades espalhadas pelo evento. Entrada gratuita. Isso provavelmente vai atrair muita gente que normalmente nem acompanha futebol tão de perto, porque a proposta parece bem mais ampla do que simplesmente colocar telão e transmissão de partida.

Aliás, transmissão nem é o foco principal da conversa. O espaço foi pensado como uma mistura meio caótica de parque temático esportivo, ativações comerciais, memória afetiva de Copa do Mundo e experiência para rede social. Tudo junto.

Futebol, nostalgia e selfie em todo canto

Uma das partes mais curiosas envolve um desafio inspirado em Pelé. O público vai tentar alcançar a altura do cabeceio do ex-jogador no gol marcado na final da Copa de 1970. Sim, aquele lance histórico que vive aparecendo em retrospectiva de Mundial.

Também terá cobrança de pênalti virtual, corrida interativa e até boliche usando os pés. Bem naquela linha de experiências rápidas que fazem fila em evento grande. A Globo ainda confirmou exposições ligadas à Seleção Brasileira e à própria história das coberturas esportivas da emissora em Copas anteriores.

Uma família sorridente — um homem, uma mulher e duas crianças — caminha de mãos dadas atravessando um portal decorativo com as marcas "Arena Globo" e o escudo da Seleção Brasileira de Futebol (CBF).
Família na "Arena Globo" e o escudo da Seleção Brasileira de Futebol (CBF)  - Imagem: Reprodução


No meio disso tudo entra uma cabine da GeTV para o visitante narrar gol como se estivesse na televisão. O Globo Esporte vai ganhar espaço instagramável, porque hoje em dia praticamente nenhum evento sobrevive sem cenário para vídeo curto e foto. Sportv e Globoplay também aparecem dentro da estrutura.

A Panini já confirmou participação com área reservada para troca de figurinhas, algo que sempre explode em ano de Copa. Outras marcas como Playstation, Topper, Epson, Kagiva, Athleta, Colormake, Alluri Sports e DM Racer Technology estarão envolvidas no projeto.

Tem um detalhe interessante nisso tudo. A Globo parece ter entendido que a Copa virou experiência coletiva o tempo inteiro, não apenas noventa minutos diante da televisão. O público quer circular, gravar conteúdo, participar de brincadeira, comprar produto oficial e sentir que faz parte do evento.

No fim das contas, o Ibirapuera deve virar uma espécie de quartel-general informal da torcida durante a Copa de 2026. E sinceramente, com entrada gratuita, é difícil imaginar aquilo vazio em qualquer dia do torneio.

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