ID Jovem vira saída para estudantes economizarem em cinema, shows e até passagem sem gastar um centavo
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| Imagem: Reprodução |
Muita gente ainda acha que tirar carteira de estudante é sinônimo de taxa, fila e dor de cabeça. Mas a verdade é que milhares de jovens brasileiros conseguem emitir o documento de graça usando o ID Jovem, programa federal voltado para quem é de baixa renda. E agora, no fim de março, quando começa aquela correria de renovação para não perder meia-entrada e descontos no transporte, o assunto voltou a ganhar força nas redes.
O benefício atende jovens entre 15 e 29 anos inscritos no Cadastro Único, o famoso CadÚnico, com renda familiar de até dois salários mínimos. Segundo dados divulgados pelo próprio programa, cerca de 1,6 milhão de brasileiros já utilizam o ID Jovem atualmente para acessar vantagens em eventos culturais, viagens interestaduais e transporte público.
Na prática, quem tem o documento consegue pagar metade do valor em cinemas, shows, peças de teatro, festivais e jogos esportivos. Dependendo da cidade, o desconto na passagem faz diferença pesada no orçamento do mês. Ainda mais para estudante que pega ônibus praticamente todo dia.
Como funciona a emissão gratuita
O processo é mais simples do que muita gente imagina. Primeiro, o estudante precisa estar matriculado em uma instituição de ensino e ter o ID Jovem ativo. Depois disso, basta acessar o portal oficial do Documento Nacional do Estudante, preencher o cadastro e enviar uma imagem do documento.
A parte que mais chama atenção é justamente essa: não existe cobrança de taxa. Nem emissão, nem envio da versão física para quem quiser receber a carteirinha em casa. Tudo pode ser feito digitalmente.
O ID Jovem foi criado dentro das regras do Estatuto da Juventude e também do Decreto nº 8.537, publicado em 5 de outubro de 2015. Na teoria parece só mais um documento burocrático, mas na prática acaba sendo um respiro para muita gente que tenta estudar e ainda equilibrar contas apertadas.
E convenhamos, com ingresso de cinema passando fácil dos cinquenta reais em algumas cidades, qualquer meia-entrada hoje já parece prêmio de loteria.
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